“Você não depende de ninguém nem mesmo para ter um orgasmo, e vai ficar chorando aí por um amor meia boca e cafajeste?
“Um beijo pro meu bom senso que, vez ou outra, me impede de apertar o Enter.
“Lágrimas no rosto, café na xícara e papel na mão. Eu já não sei que sentimento está predominando na minha vida agora. Tento me decidir o que está mais bagunçado: meu guarda-roupas, meu cabelo ou meu coração. Sentimento recíproco, vida monótona e olhar vazio. Amores passados, experiências deixadas no canto, assuntos inacabados por não ter coragem de dizer. Tantas lembranças me rodeiam agora. Cigarro aceso, mão na cabeça e peso na consciência. Não sei até quando permanecerei assim. Até tudo entrar em perfeito alinhamento, talvez? Não faço ideia. Uma rua, um poste aceso e duas pessoas. Foi nesse momento em que tudo entrou no eixo, ou saiu de vez. Você, uma singela pessoa, mas com o poder de me confundir; coisa que nunca fizeram. Não comigo. Um amor, uma alma e uma só pessoa. Nos unimos de um jeito que nossas almas se tornaram uma. Larguei do cigarro, meu vício agora é outro, meu vício é você. Um ano, uma casa e a solidão. E cadê você agora? Amor eterno, sentimento único; aonde eles foram parar? Eu fui desprovida da inteligência quando deixei-me levar por suas palavras agridoces. Uma boate, eu, você e uma terceira pessoa. Me viu mas não quis me conhecer, não é? Você agora está em outra, a fila andou. Mas eu permaneci aqui, na esperança. Mais um ano, sem você e sem ninguém. Ser sozinha realmente é bom. Sem promessas ou juras de amor; sem ninguém para me impedir de correr sem ter a sensação de que vou tropeçar. Você de volta, mais juras de amor e a fila que andou. Agora é a minha vez. Vai embora de vez da minha vida, pois agora, já sei viver muito bem sem você.
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Uma, duas ou três palavras de um amor sem futuro; Mariana Padella. (via
c-collapse)
“Antes de dormir orei, pedi a Deus que perdoe tanta ingratidão de minha parte, por não enxergar tudo de bom que a vida me oferece, e continuar aqui me lamentando.